Monday, February 18, 2013

Babaquice tem cura?

By Sir Anthony – da reportagem local


Exemplar típico da espécie
Talvez você já tenha tido a sorte de conhecer um sujeito verdadeiramente babaca. Ou talvez, como eu, tenha tido o azar de conhecer muitíssimos. Só pra esclarecer: não falo daquela pessoa (você, talvez; eu, com certeza) que cede vez ou outra, socialmente, a uma babaquice, quando está com os amigos; que às vezes deixa escapar um trocadilho imbecil e ri da própria imbecilidade do trocadilho; que no meio de uma arquibancada lotada se presta a um papel ridículo, ou que, raramente (mas só muito raramente mesmo, tipo uma vez a cada 2 anos, porque aí já se trata de um caso-limite) faz sinal de aspas com os dedos quando quer dizer que esta sendo irônico no que está falando. 

Não é que eu queira defender esse comportamento, não, pelo contrário. A babaquice é quase sempre condenável e deve ser evitada, do mesmo modo como, sempre que possível, você deve tentar não enfiar o dedo no nariz em publico, salvo nas situações mais excepcionais.  Quero dizer apenas que a babaquice ocasional, para fins recreativos, praticada consensualmente entre adultos, é um mal menor, quando comparada aos estragos causados pelo babaca verdadeiro, o cara que é babaca crônico, patológico, “de ofício”, como se diz  agora no futebol.    


A babaquice sempre foi um grande tabu e eu só posso enaltecer a coragem do boraver por me permitir abrir um dialogo franco sobre esse assunto, mesmo correndo o risco de melindrar muita gente graúda (porque eu estou pra ver um bicho mais melindroso que o babaca). Em algum momento, porém, alguém tinha que botar o dedo na ferida, e falar sobre essa tragédia que vem se alastrando, destruindo famílias e causando enormes prejuízos a sociedade. Agora mesmo, na sua casa, na baia ao lado da sua no escritório, pode ter um babaca, louco pra lhe contar uma piada que já não tinha graça nem quando o Costinha a falou pela primeira vez, durante a queda de Constantinopla. 



Alguns estudiosos dizem que não ha motivo para alarme; não é a babaquice esteja de fato aumentando, mas apenas o alcance e o poder destrutivo dos babacas, que sempre existiram mas que não podiam exibir toda a sua exuberância antes que fossem inventadas ferramentas como o e-mail e o PowerPoint de gatinhos fofinhos. Não sei se isso serve de conforto pra quem quer que seja e, além do mais, minhas pesquisas indicam o contrário, estamos à beira de uma pandemia, há motivo, sim, para se preocupar com o que vem por aí. Os meios modernos de comunicação têm seu papel nisso, claro, mas vejam que, pelo menos desde a metade do século XIX, já havia tecnologia suficiente pra um babaca, por exemplo, mandar um telegrama pro outro lado do oceano dizendo “Q TIME EH TEU PT INTERROG”. Mas a gente não via tanto disso.   


(OK, admito que não pesquisei nada e não tenho nenhum dado sobre o aumento da incidência de babaquice na sociedade moderna, mas sei que muita gente, lendo a frase anterior pensou “não tem ‘dado’, é, santa?” – o que, convenhamos, é uma tremenda babaquice).


Não faltam teorias para explicar o que torna um ser humano um babaca; pra cada pesquisador que afirma que a causa são fatores ambientais, outros tantos juram de pés juntos, pelas mães respectivas mortinhas, que a moléstia é hereditária. A favor desses últimos estaria o fato de que quando você vê um cara babaca, é muito alta a chance de haver histórico de babaquice na família, geralmente o pai ou a mãe.  Com base nisso, inclusive, muitas vezes é possível diagnosticar de maneira precoce a babaquice: aquele pentelho (tanto o metido a sabido, como o metido a valente, ou mesmo o metido a engraçado), que já na primeira infância apresenta os trejeitos do futuro babaca. Infelizmente, quando o problema é detectado, já não é possível fazer mais nada, pois o único consenso entre os especialistas é que a babaquice é irreversível. 







Mas isso pode mudar, se acreditarmos na eficácia do tratamento do polemico Dr. Sobrinho Junior, que recebeu a equipe do boraver, com exclusividade, em sua clinica para recuperação de babacas.

Leia nossa reportagem sobre a tal clínica clicando no link abaixo:

Clínica de Recuperação de Babacas